Agroecologia e extensão crítica como proposta política para a resistência camponesa
DOI:
https://doi.org/10.58313/masquedos.2024.v9.n11.311Palavras-chave:
questão agrária, subordinação, resistência camponesa, extensão rural crítica, agroecologiaResumo
O campesinato latino-americano representa uma grande parte da população rural e tem sido historicamente associado a diferentes graus de pobreza. Isso o tornou um setor de interesse para as políticas públicas de desenvolvimento rural. O avanço das relações capitalistas no campo aprofundou os processos de concentração dos recursos produtivos, apropriação e superexploração dos recursos naturais, e gerou processos de diferenciação social com tendência à proletarização camponesa. Nesse contexto, a partir do pensamento crítico latino-americano e em forte conexão com os movimentos sociais camponeses, surgiram propostas críticas aos modelos clássicos de desenvolvimento e extensão rural, como a agroecologia e a extensão crítica. Este trabalho busca contribuir para a compreensão de como, a partir dos desenvolvimentos conceituais e das propostas da extensão crítica e da agroecologia, são geradas contribuições para a resistência camponesa. Ao apresentar a dinâmica da inserção camponesa no capitalismo contemporâneo e as contribuições teórico-metodológicas da agroecologia e da extensão crítica, é possível apontar que ambas abordam aspectos que compõem a resistência individual e coletiva do campesinato. Em razão das perspectivas políticas que compartilham, considera-se que a agroecologia e a extensão crítica se complementam em um campo de estudo e ação, em que a primeira propõe uma proposta técnico-política para o manejo dos agroecossistemas e a segunda permite a ação e a reflexão sobre os processos de transformação territorial.
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