Extensão crítica: caminhos para territorializar a universidade latino-americana. O surgimento dos programas territoriais integrais
DOI:
https://doi.org/10.58313/masquedos.2024.v9.n11.333Palavras-chave:
Universidade Latino-Americana, extensão crítica, territorialização, programas integraisResumo
Este artigo analisa as formas como as universidades latino-americanas se territorializam, ou seja, se implantam e constroem territórios com outros.
Para isso, em primeiro lugar, organizam-se e relacionam-se alguns dos processos recentes de territorialização vinculados à extensão nas universidades da região sul da América, observando algumas de suas formas de ancoragem, a abordagem interdisciplinar, as características da equipe docente e a integração da pesquisa e da extensão no processo de integralidade.
Em segundo lugar, são explorados em profundidade alguns exemplos, num panorama que não pretende ser exaustivo, mas que proporciona uma visão heterogênea e diversificada em torno de "programas, plataformas integrais ou territoriais", "práticas socioeducativas ou sociocomunitárias" e propostas como como a “Universidad Barrial” ou “popular” entre outras.
Em terceiro lugar, com base em algumas concepções e perspectivas da noção de território, procuramos demonstrar diferentes abordagens que as equipes universitárias utilizam na concepção de propostas, diferentes lógicas de territorialização, distinguindo entre “organizacionistas populares”, “comunitaristas de bairro” ou “institucionalistas”, e os desafios que implicam em cada caso a partir do paradigma da Extensão Crítica.
Por fim, a ênfase é dada a algumas questões-chave que ligam estas conceptualizações e práticas de territorialização e desterritorialização, destacando quatro elementos que emergem de particular interesse dos casos apresentados, pensando na situação interna das universidades, na dinâmica das equipes docentes e a participação estudantil.
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