Diálogo de saberes na abordagem da relação sociedade-natureza
Notas para pensar nossas práticas nos territórios
DOI:
https://doi.org/10.58313/masquedos.2025.v10.n14.398Palavras-chave:
Diálogo de saberes; Sociedade-Naturaleza; Território; UniversidadeResumo
Este artigo retoma a necessidade de promover espaços que se sustentem no diálogo de saberes para abordar problemas enquadrados na relação sociedade-natureza. Para isso, parte-se da concepção de crise civilizatória proposta por Enrique Leff (2011), que focaliza a racionalidade moderna e a forma de construir conhecimento que se hegemonizou e legitimou socialmente. A partir daí, problematiza-se o nosso lugar como membros da academia e (re)produtores de conhecimentos que, por vezes, aprofundam tal crise. Nesse sentido, este documento busca fazer um apelo para relevar, reconhecer e valorizar a diversidade de saberes que diferentes coletivos constroem, como condição de possibilidade para configurar espaços de diálogo e transformação das realidades. Apresenta-se, assim, um artigo de reflexões teóricas, apoiado em diversos referenciais, com raízes em algumas experiências próprias e alheias. Em primeiro lugar, aborda-se o valor de conhecimentos e saberes diversos, que estão profundamente ligados à prática e à interação com a natureza, inseparáveis da paisagem e, por isso, particulares, situados, específicos, vinculados a sentimentos, sem que aqueles que os detêm pretendam uma separação entre estes e o pensamento. Em seguida, esboçam-se algumas chaves para trabalhar a partir do diálogo de saberes no âmbito das nossas práticas como universitários/as com interesse no trabalho nos territórios, considerando as potencialidades e as relações de poder que se entrelaçam e historicamente se entrelaçaram em relação ao saber.
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